O luto e seus enfrentamentos

 

Usualmente o luto é relacionado ao sentimento perda diante da morte de alguém querido. Porém, o luto não se restringe apenas a situação de falecimento, ele é constituído pelo sofrimento relacionado a algum tipo de perda, podendo ser uma demissão, o fim de um relacionamento amoroso, entre outras situações que se depara com uma ruptura. 

O luto se constitui de várias fases; choque, negação, raiva, depressão e aceitação. Todas estas fases são necessárias para que possamos lidar com a perda, mas elas não são uma regra, cada sujeito vivencia o luto de forma singular. 

Em todas as fases da vida existirão tais perdas, e com elas o sofrimento. Mas, é necessário senti-lo, sua negação irá apenas adiar o inevitável. Negar o sofrimento poderá ocasionar problemas mais adiante, pois, se o luto não é de fato vivenciado, este também não será concluído. 

Para que um novo ciclo de vida seja aberto, é de suma importância que o anterior tenha sido experienciado, para que não arraste seu pesar para o novo ciclo que há de se formar. 

Contudo, o luto é vivenciado de formas diferentes, respeitando a subjetividade de cada um. É necessário ficar atento para que a fase do luto não se estenda e acarrete problemas psicossociais para quem o vivencia. 

Quando o luto ultrapassa dois anos e começa a impedir que a pessoa retome sua vida cotidiana, se faz necessário uma avaliação e se preciso um acompanhamento psicológico, para auxiliar no processo do luto e de enfrentamento. 

As perdas são circunstâncias inevitáveis e são parte fundamental no ciclo da vida. Apesar do sofrimento, elas nos permitem aprender, amadurecer, evoluir, trazendo a oportunidade da renovação e de novas vivencias. 

 

Karina Lopes – Psicóloga

 



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